B. A Systematic Review and Meta‐Analyses of the Association Between Anti‐Hypertensive Classes and the Risk of Falls Among Older Adults 2018

O uso de antihipertensivos está associado a várias complicações nos idosos, particularmente nos idosos frágeis. Esta revisão sistemática/metanálise avaliou a relação entre as diversas classes de antihipertensivos e risco de quedas entre idosos. O uso de inibidores dos receptores de angiotensina, betabloqueadores e bloqueadores de canais de cálcio apresentaram menor risco de injúria associada a quedas. Os autores não encontraram relação consistente entre uso de antihipertensivos e maior risco de quedas isoladas ou recorrentes na população idosa.

Opinião do NUGG: A ponderação que fazemos ao estudo é que não houve definição da prevalência de hipotensão ortostática, que é o provável mecanismo de quedas associado ao uso de antipertensivos, tampouco uma estratificação clínico funcional dos idosos estudados. Idosos frágeis (estratos 6 a 10) apresentam redução significativa dos mecanismos homeostáticos capazes de proteger contra as reaçoes adversas associadas ao uso de fármacos. Nos idosos robustos, acreditamos que o risco de quedas é semelhante àquele observado em adultos, exatamente pela preservação dos mecanismos homeostáticos. Como discutimos no livro A Arte da Desprescrição  no idoso (2018), acreditamos que a prinicipal alteração da farmacocinética/farmacodinâmica no idoso é a redução dos mecanismos homeostáticos, que representam o mecanismo protetor contra qualquer reação adversa a medicamentos. Tal comprometimento é significativo nos idosos frágeis, nos quais deve-se ter muita cautela no uso de qualquer fármaco.

ID: 145

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