C. Asyntomatic bacteriuria, to screen or not to screen - and when to treat? 2017

A abordagem da bacteriúria assintomática ainda é um desafio na prática clínica. A prevalência em idosos é bastante elevada, podendo atingir até 50%, conforme a população estudada. Obviamente, não há a menor indicação do urocultura rotineira em indivíduos assintomáticos, exceto na gravidez e quando o indivíduo for submetido a procedimentos urológicos invasivos. O maior problema é quando solicitar urocultura, pois os sintomas de ITU no idoso são variáveis, desde a incontinência urinária até delirium. A presença de sintomatologia miccional é peça chave para o diagnóstico de ITU. Todavia, nos idosos, particularmente nos idosos frágeis, a definição da presença desta sintomatologia é desafiadora, pela escassez de sintomatologia específica. O exame de urina é útil, pois apresenta um valor preditivo negativo elevado. Todavia, a presença de piúria ou hematúria é inespecífico. Ambos apresentam boa sensibilidade, mas são pouco específicos para ITU. A presença de nitrito aumenta a probabilidade diagnóstica. Os autores reforçam a contraindicação do tratamento da bacteriúria assintomática e vão além: a presença de bacteriúria assintomática em indivíduos com ITU recorrente poderia, até mesmo, ter um efeito protetor!

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